LUZ
De um verso espedaçado ainda brota luz...
Até do cão que ladra no beco
Quando a caravana já passou.
Vivo um tempo de correr atrás
Mas vou até o último sonho.
Morcego zombeteiro,
Toma teu cálice de sangue
E te aquieta.
Há muita luz cruzando a noite
E não há maldade bastante
Para devorar estrelas.
O poema é quem me guia na escuridão
E, apesar dos escorregões,
É para a pomada das musas
Que me destino:
Um vale de amanhecer eterno...
Quem não vive o exercício da busca
Não sabe da Missa o preço.