LITERADURA
Se ergo a mão que compõe
Toco as asas dos mistérios
Que me acendem o cérebro
E me apagam o corpo
Submerso na inconsciência
Com sede, percorro um mar
De pensamentos sob a lua
E espalho raízes de sonhos
Nos retalhos de liberdade
Que me agarro em vida
No restante, só encontro linhas
Que me dizem tudo
E não explicam nada
Nem o mito, nem o rito, nem a sorte
Nem o tempo, nem a vida, nem a morte
EUNÁPIO MÁRIO
LITERADURA, edição do Autor, Pág. 69
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