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ENGELS
Nas árvores, com medo das outras feras Nos grupos, na sexual promiscuidade Descobriu-se o humano, em priscas eras E a sua inclinação para a civilidade
Do tímido riso, de clava e lança Às gargalhadas, de arco e flecha Enfrentou a noite com a clara dança Do fogo produzido com atrito e mecha
Quando fundiu ferro não mais era selvagem O respeitável bárbaro, tendo carne e leite Povoou a terra, dela fez pastagem E encontrou na guerra prático deleite
Apoderou-se o homem da direção da casa Degradou a mulher ao conjunto de escravos A incluiu na riqueza que a si mesmo arrasa E, ao invés de amor, deu-lhe cruzes, cravos
EUNÁPIO MÁRIO MARGINAL RECIFE 4 Coletânea Poética
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