OS MENINOS                                            

 

Os meninos são dessa cidade,

Não há como camuflá-los.

Eles a demarcaram

Com suas fezes e urinas.

São senhores das praças,

Viadutos, marquises.

Onde o Recife não os quer

E a perdição abriga.

Nas noites tenebrosas caçados.

Negros, arredios, atormentados

Como exus-molambos

Nas esquinas, encruzilhadas.

 

(extraído do fanzine DE CARA, nº. 47, maio de 2008).