OS INDIFERENTES

 

Os indiferentes estão

Do outro lado da rua

Em suas fortalezas de concreto.

Olham com ódio

O espelho do dia,

Suas máscaras brilham.

Dizem alô!

Em seus telefones

Sentem-se os donos do mundo.

Vão para o céu em foguetes

Buscar a cura do câncer

Em orações.

Os melhores dizem:

- a vida é assim mesmo.

 

CELSO MESQUITA

Fonte: CADERNOS DE POESIA – GERAÇÃO 65

RECIFE – FUNDARPE – 1997 (Pág. 29)