NOITE PERPLEXA

 

Núcleo voraz,

Sou a cidade amada; alma

A purgar-se

No insensato e fugaz silêncio

De portas e janelas fechadas.

Explode muito perto de nós,

Velhos habitantes atados ao líquido,

Os sons dos metais.

 

CELSO MESQUITA

Fonte: CADERNOS DE POESIA – GERAÇÃO 65

RECIFE – FUNDARPE – 1997 (Pág. 31)