| NAS MARGENS DA LAGOA
A lagoa fede
E esconde afogados, carcaças
Na multidão de ondas
Que a enfeitam.
Água parada,
Guarda o ódio
Sob a elegância das palavras.
A lagoa tem a lua
No centro onde medram esqueletos.
À sua volta
Nós passeamos
A lógica e o desespero.
CELSO MESQUITA
Fonte: CADERNOS DE POESIA – GERAÇÃO 65
RECIFE – FUNDARPE – 1997 (Pág. 39)
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