A SOLIDÃO E A ESPERA

 

Nunca mais ver

Teu rosto

O sentimento da crisálida

Teu corpo.

Nunca mais cheirar

O novo livro.

Eu que te via guerrilheira

Santa

Eu que arrancava papoulas

Com mãos úmidas

Na noite posta

Em teu silêncio,

Em meu rancor

O que restou da delicadeza.

 

CELSO MESQUITA