OS OLHOS DE
MARLI
Sem luz nos olhos,
Marli não via o mundo,
mas via a vida.
Uma miríade de sensações enchia Marli,
pintando um mundo mágico
com as tintas da imaginação, sonhos e desejos
Deixando-se guiar pelos ventos do imaginário,
Marli via as estradas do espírito
e cruzava o portal da fantasia,
para ver as imagens do som, do toque, do sabor
Vendo coisas que ninguem vê,
os olhos de Marli são brilhantes,
deixando brotar lágrimas translúcidas,
iluminadas como o coração dos iluminados.
FONTE: poema do livro G'DAUSBBAH (épico contemporâneo
cujo título, segundo o autor, é um anagrama composto
das palavras BUSH e BAGDÁ)
COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO/2006
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