UM BÊBADO AO SOL


O Sol vem apagando as luzes da cidade.
Toda a ternura de um bêbado solitário
Mistura-se aos estilhaços de alguns raios de Sol
Que atravessam, melancólicos, a atmosfera da manhã.
Caminha vulgar,
Quase feliz de lembranças.
Caminha alheio a todos os ricos prédios:
Suntuosos,
Esquisitos,
Anônimos.
Ali, naquele bairro,
Moram pessoas que não precisam se preocupar com ele.
O Sol não ultrapassa a vigília das cortinas,
E nem fere o sono do burguês.

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