| SELVA
FECHADA
Com o canto trêmulo na garganta
Ainda desacostumado
Com a geografia das casas
Com a geometria das gaiolas
O passarinho selvagem
Tenta chamar seus iguais
Exercita seus voos acrobáticos
Tênue se debate
Entre os labirintos das taliscas
Contorno de outro ninho
Cela de prisão
Gaiola de mão
Enlouquece mas pratica
Seu universal direito
Aos quilômetros do cinzaverdazul
Da manhã desvairada
Até ceder, por desilusão,
Ao alpiste, à água.
JOCA
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