O OVO OU A GALINHA?
No campo da observação, o acaso favorece apenas
às mentes preparadas.
LOUIS PASTEUR
Stephen Hawking, físico mundialmente conhecido, afirmou
que "é parte da experiência cotidiana que
a desordem tende a aumentar com o tempo, se as coisas são
deixadas ao acaso" Partindo dessa premissa, podemos considerar
que o acaso não deva organizar as coisas no nosso Universo,
e se as coisas deixadas ao acaso levam à desordem, esta
poderia levar o Universo ao Caos, tal como era no início
(segundo escritos religiosos), suponho. É ponderável
neste caso admitir que alguém ou algo esteja a organizar
as coisas no Universo... E mais ainda, o acaso não poderia
ter sido a fonte criadora de algo sistematicamente organizado
como o que vemos: o Homem, o Sol, as outras estrelas, os satélites
e os planetas, etc... Aqui consideradas todas as variações
que esses sistemas possam conter. Agora, meditando sobre tudo
isso, me parece humanamente impossível que venhamos a
comprovar quem criou o Universo e, pior, quem criou o criador
do Universo. Toda essa confusão, se é muito para
cabeças geniais, como as de Stephen (“..se correr
o bicho pega, Stephen, se ficar...”), Einstein, Newton,
imagine pra minha, agora reduzida a 8% (2% a cachaça
comeu!).
Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Calma, gente, o físico
aqui é o Professor Wilson Vieira...Nem tenho engenho
para tanto! Não sei responder a essa questão.
Mário Lago, em entrevista à Revista BUNDAS, afirmou
que "o homem é tão fabuloso que inventou
Deus." Ora, se Deus é criação do homem,
quem criou o homem? Como esse debate poderá se prolongar
para daqui a bilhões de anos, e como eu não vou
estar lá, prefiro me conformar em aceitar o fato de que
fui criado por meus pais e estes acreditam piamente que foram
criados por Deus! Como já comi ovo e galinha juntos,
pra mim não importa o que venha primeiro à minha
mesa. Meu tempo é este. Já vi gol de Pelé,
dribles de Mané, Rivelino, Maradona, Alex; os chutes
de Bita e Rivaldo; li a poesia de Drummond, Ascenso e Pessoa;
romances de Assis, Rosa e Hemingway e, continuo lendo, a “parafernália”
literária de Chiquinho Olem e as crônicas, sempre
bem escritas, sensíveis e sensatas, de José Paulo
Cavalcanti Filho; vi filmes de Coppola, John Ford, Kubrick,
Kurosawa; vi a arte de Gogh, Gauguin e Bajado de Olinda; os
quinze minutos de sucesso de Andy Warhol; ouvi a música
de Chico e Tom, Dylan, Beatles, Chico Science; as vozes de Elis,
Gal e Sade; saciei-me com os rostos de Arósio e Gisele
Tigre, o sorriso de Lúcia Veríssimo, o corpo de
Luma e o "periquitão de Vera Fischer" (V. Macaco
Simão); fui fã de carteirinha de Ingrid Bergman,
eu quero mais o quê? Não vou reclamar desses noventa
anos que com certeza viverei em cima do planeta Terra, tá?!
Contudo, ainda vou ver passar muito óleo por debaixo
da ponte, infelizmente!!! Mas ainda vou estar vivo pra ver esse
H Ir de Vez!
JOCA DE OLIVEIRA
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