LUIZ
DE FRANÇA - TERNURA |
De repente a tarde se fez noite
O azul do céu tornou-se cinzento
Pontinhos dourados brilhavam no infinito
A lua confidente e amiga dos namorados
Resplandecia, tornando eternos nossos momentos.
De repente a noite se fez madrugada
A estrela vespertina anunciava o nascer do arrebol
A sinfonia da passarada ditava o surgir de um novo dia
Os raios dourados coloriam as ondas fazendo emergir o sol
E soprava a brisa suave, tudo era ternura, meiguice e alegria.
De repente tudo era comandado pelo astro-rei
O sussurrar cadenciado e belo das ondas
O azul esverdeado das águas marinhas
E sobre o castanho da areia, as musas, as deusas
Eram o talismã, o simbolismo das inspirações
minhas.
Tamandaré, janeiro de 1991
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